Nos característicos restaurantes argentinos, como o Don Ernesto ou o Desnível, saboreamos um bom "bife de chorizo" (de uma espessura invejável), acompanhado por batatas fritas às rodelas. A "parrillada" (churrasco de carnes) fez também parte de outra ementa. Em alturas de poupança, refugiávamo-nos na económica "milanesa de ternera" ou de "pollo" (bifes gigantes panados).
No Uruguai, experimentámos os típicos "Chivitos", uma espécie de francesinha com "papas fritas" em quantidades desmesuradas.
Uma vez, após abandonarmos o restaurante, ouvimos uns gritos e um empregado de mesa a correr na nossa direcção, com uma cara de poucos amigos. "Faltam 5 pesos!". "Pedimos imensa desculpa. Aqui estão!" – retribuímos. Não só decidimos não voltar ao restaurante (apesar de bom, correríamos sérios riscos de envenenamento) como passámos a dar umas gorjas, até então puras miragens.
Noite
Depois da traumática experiência no "Amerika", passámos a informarmo-nos melhor dos sítios a escolher.
Ir a BA sem ver um tango magnífico seria pecado capital. Rumámos em direcção ao lendário Café Tortoni, com reserva antecipada, para assistir a um belo show de tango, que incluía, para além da sensual e voluptuosa dança, melodias cantadas ou apenas instrumentais e um espectáculo de sapateado acompanhado por sons produzidos pelo bater de bolas de couro no chão, presas por um fio às mãos dos artistas. Muy bueno.
Depois da habitual visita a um característico bar argentino (com uma esplanada ao ar livre semicoberta e aquecida), decidimos terminar a penúltima noite em BA no Museum, uma enorme discoteca com a capacidade para mais de 1500 pessoas. Com luzes psicadélicas e lança fumos a promoverem o ambiente nocturno, dançámos ao som das pirosas músicas espanholas da moda e de house.
Compras
Cidades turísticas como BA e Montevideo fomentam e ganham boas somas à custa dos "recuerdos".
O inevitável mate (um recipiente onde se coloca o típico chá argentino que se bebe com uma "bombilla" especial) foi compra irrecusável, assim como as camisolas da selecção da Argentina e, para mim, meias de futebol de selecções e clubes sul-americanos. As penúltimas não foram adquiridas em qualquer lado, mas sim no Paseo de las Compras, um local onde se vendiam marcas conhecidas a preços caricatos, não fosse este, por excelência, um armazém de contrabando sul-americano de manufacturas.
Também passeámos por ruas mercantis de alta qualidade, como Lavalle, com um excepcional comércio de rua, ou Florida, com as galerias Pacífico e lojas para bolsos acima da média. A entrega de publicidade fazia-se constantemente, mão a mão, em cada esquina, fosse ela de restaurantes, bares, lojas de couro ou até…meninas!
Carlos
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