Economia
Um euro vale quatro pesos argentinos e trinta pesos uruguaios, o que facilitou bastante a nossa alimentação e mobilidade turística.
Foi nos transportes argentinos que se evidenciou melhor essa diferença: o bilhete do "colectivo" (autocarro) era 0,20 € e o de metro apenas 0,15 €. Muito barato!
Bairros de BA (parte I)
Os bairros portenhos antigos (isto é, de Buenos Aires) formam um puzzle multicultural e cosmopolita, quer pela diversidade de atracções que apresentam, quer pelas influências de índole política e social que sofreram.
Vou contar-vos um pouco sobre cada um deles:
San Telmo
Bairro boémio, com cafés e bares tradicionais argentinos, ruas empedradas e fortes marcas coloniais, San Telmo foi o local de eleição para ficarmos hospedados.
No centro, a Plaza Dorrego oferecia uma enorme feira de antiguidades domingueira, com discos de vinil, gramofones, rádios, porcelanas e incríveis serviços de prata. Foi lá que assistimos aos primeiros tangos e espectáculos de rua.
No parque Lezama, que alberga o monumento a Don Pedro de Mendonza, fundador da cidade, encontrámos um enorme grupo de portugueses montados nas bicicletas "naranjas", sobre as quais se dá um bom passeio com um guia turístico.
O mundo é uma aldeia global, prova disso foi eu ter encontrado um colega meu do futebol, do mítico Canidelo, e antigo aluno da minha mãe!
La Boca
Colonizado por emigrantes italianos, deles herdou a sua paixão pela música e pelo futebol. La Bombonera, o estádio do Boca Juniores, recente campeão da Libertadores (o equivalente à Liga dos Campeões), inunda as redondezas de azul e amarelo e ainda vibra com o seu maior ídolo, Diego Maradona.
Perto do famoso Caminito, as típicas casas de chapa e madeira mantêm-se pitorescas, conservando o colorido, que outrora, era proveniente das sobras de tinta das embarcações.
San Nicolás
Percorrido pela 9 de Julho, uma avenida com sete faixas em cada sentido, San Nicolás alberga brilhantes estruturas arquitectónicas, como o Teatro Cólon e o Obelisco.
Quando nos preparávamos para tirar uma fotografia a uma mesquita, ouvimos, vociferado do outro lado da rua, "NO PHOTOS!". Atravessámos para falar com o rapaz e dele ouvimos, três vezes, o mais antipático "Bom dia!" do mundo. "Bom dia para ti também!", respondemos e partimos rumo a outro bairro.
Montserrat
Na Plaza de Mayo, deparámo-nos com uma das históricas e habituais manifestações de protesto político, não fosse esta o local onde se localiza a Casa Rosada, sede do Governo Argentino, e o Cabildo, sede do Governo na colónia.
No congregado de edifícios Manzana de las Luces ouvimos, pensando nós que gratuitamente, uma guia falar sobre a história dos Jesuítas, da Armada Argentina e da antiga Universidade de BA. No final, incorporando já o espírito de um soldado argentino do séc. XVIII, fomos aliciados para ver os túneis defensivos que faziam a comunicação entre as igrejas e o Forte e que serviram de ponto de partida para salvar uma princesa. Desembolsámos cinco pesos, uma ninharia cara, para quem estava à espera de percorrer as galerias: fechadas a grade e cadeado, eram mesmo só para ver…
Carlos
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