Não fomos de ónibus nem de van. Desta vez, o meio de transporte escolhido foi a barca, que tem capacidade para 1400 pessoas, e demora cerca de 12 minutos a fazer a travessia.
O Rio de Janeiro é uma cidade completamente diferente de Niterói. Assemelha-se a algumas cidades europeias, uma que se vêem edifícios que lembram monumentos antigos. Para além disso, tem avenidas cercadas por arranha-céus parecidas com aquelas de Nova Iorque. O tio da Catarina, que tem mais de 70 anos e é muito magrinho, foi buscar-nos à barca e levou-nos à polícia (ficámos a saber que afinal podemos e devemos tratar tudo na polícia federal de Niterói…) e mostrou-nos alguns locais interessantes daquela zona do Rio. Entre eles, conhecemos a confeitaria Colombo (que, segundo as meninas está sempre a aparecer nas novelas) e o Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro, que é uma biblioteca magnífica com mais de 400.000 livros. Depois de lá estarmos um bocado, eu e a Joana lembrámo-nos de uma passagem do livro "Codex 632", do José Rodrigues dos Santos, jornalista da RTP, em que ele descreve esta biblioteca e as descobertas revolucionárias sobre a nacionalidade de Cristóvão Colombo (portuguesa!!!) efectuadas pela personagem principal. Fomos falar com a bibliotecária e ela confirmou-nos que o José R. Santos tinha lá estado a ler uns livros, naquela mesma mesa onde nos tínhamos sentado, e que a personagem encarregue da biblioteca no livro era ela mesmo! Ainda nos disse "Até fiquei boba quando ele me disse que ia fazer parte do romance". Que coincidência!
Sem comentários:
Enviar um comentário