03/04/2007

Camboinhas, Rio e Maracaña

Olá a todos!

Depois de uma semana atarefada seguiu-se um fim de semana imparável:

Sábado:
Manhã sadia na praia de Camboinhas, que faz lembrar um daqueles resorts paradisíacos que se vêem nas capas das revistas das agências de viagens. Bares com cobertura de colmo, vegetação tropical, urubus no ar, mar calmo e mais quente...
Após um almoço de frutas e gelado, fomos visitar os locais mais populares em novelas do Rio de Janeiro . Lagoa de Rodrigues de Freitas (onde as meninas andaram de pedalinho, ou seja, cisnes com pedais) e praias de Leblon (minha rica tetra e trisavó Leopoldina!), Ipanema e Copacabana.
A visita foi guiada e "patrocinada" pelo divertido e simpatiquíssimo casal de namorados que conhecemos no CPN. O Ricardo, um inveterado flamenguista e geógrafo, e a Mariana, nutricionista, deram-nos a "carona". Tanto de dia como de noite (no forte de Copacabana, onde se tinha montado em poucos dias um pavilhão de luxo para uma festa digna dos actores brasileiros mais famosos) a vista e o movimento no litoral da cidade são impressionantes. Joga-se vólei, futebol, futevólei e raquetes, vendem-se delícias alimentares e negoceiam-se roupas e artigos femininos (brincos, colares, pulseiras) aos quais se grudam os olhares das meninas. Como a Mariana tinha uma amiga recém-formada e havia uma festa de formatura, ainda chegámos a dar lá um salto: tudo de vestido de gala num anfiteatro decorado com panos brancos e roxos, a fazer lembrar os filmes americanos. À noite voltámos a passear na lagoa e lanche-ajantaramos uns "hot dogs" e tapioca.

Domingo:
Eram 10 da manhã quando partimos rumo a "um Brasil diferente" para uma churrascada, oferecida pelo Sr. Maia (um amigo do tio da Catarina, que é o Sr. Bandeira). "Outrora foi a favela mais perigosa do Rio de Janeiro, só barra pesada" - disse o Marco (primo da Catarina), "mas agora é bem mais calmo". Pois é, a casa do Sr. Maia era mesmo à entrada de uma favela enorme. Um "Brasil diferente" sim senhor! Escusado será dizer que fomos saborosamente alimentados como gansos para paté foie. Um dos moradores da casa era um papagaio da Amazónia , falante mas pouco falador, com 35 anos (tinha direito a festas de anos e tudo!). Pelas 4 da tarde, fomos para a estação de metro e daí para o Maracaña, onde estavam o Ricardo, a Mariana e a irmã à nossa espera. Era dia de jogo entre o Vasco da Gama e o Botafogo, com a possibilidade do artilheiro Romário, já com 41 primaveras nas pernas, marcar o seu milésimoo golo. As imediações do estádio estavam apinhadas de gente e foi com várias filas tipo "sardinha em lata" que conseguimos entrar. Compramos as camisolas do clube do herói português (por falar em heróis portugueses, já me chegou aos ouvidos que o maior de sempre foi Salazar...no comments) e maravilhamo-nos com a grandeza do estádio e das torcidas. As cantigas a exaltar as equipas eram do mais variado e grosseiro possível, como convém a uma boa torcida: "P*** que p****, só falta UM p'ró Romário fazer mil"; "Vem ch**** meu ***, melhor que o Eto'o só o Leandro Amaral". O jogo acabou por atrasar cerca de 30 min, porque os jornalistas entraram dentro de campo, rodearam o Romário e não o queriam largar. Para nossa tristeza o Baixinho não conseguiu marcar nenhum golo e o Vasco acabou por perder 2-0. Agora, sentimo-nos na obrigação de ir aos próximos jogos para ver o número 1000. Valeu pelo excelente espectáculo cultural e pela foto que tiramos no fim com o actor da Globo Marcos Palmeira.

Bjs e abraços!

1 comentário:

Anónimo disse...

É incrivel! Nem no brasil tu deixas de vestir preto e branco. Grrrrrr!
Sabes que a foto dá a sensação que têm um poster gigante por trás? Vai-se a ver... ;)

Bjinhos e porta bem!